CR7, assim como Iniesta, não brilhou. E Messi?

Foto: Reprodução SporTV

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Em 2012, eu costumava dizer que havia três jogadores no mundo que ainda gostaria de ver jogar ao vivo: Messi, Cristiano Ronaldo e Iniesta. Quero dizer aos meus filhos que vi essas lendas de perto, eu justificava.

Ano passado, assisti à final da Copa das Confederações, no Maracanã, e reduzi a lista de tríplice para dupla, pois lá estava Iniesta e a então encantadora Espanha a duelar com o Brasil.

Mas, naquele dia, Iniesta pouco pôde ser visto em campo. Neymar, Oscar, Fred e companhia não deixaram a estrela espanhola brilhar. Meteram três gols na rede de Casillas, fora o baile.

Hoje foi a vez de Cristiano Ronaldo. Consegui, a duras penas, ingresso para Portugal x Gana, aqui em Brasília.

Enfim, veria mais um gênio do futebol contemporâneo, pensei a caminho do estádio.

Pois não é que o artista desafinou, apesar do gol marcado e da injustificável escolha da FIFA de CR7 como “o cara do jogo”?

Protagonizado pelo melhor do mundo, de genial mesmo, só uma jogada aos cinco minutos, em que tentou encobrir o goleiro Dauda, pela direita. A bola acertou o travessão.

Depois, um festival de erros de finalização do camisa 7. Primeiro, aos 18 minutos, uma cabeçada, quase dentro da pequena área, que deveria ter sido para o chão em vez de em cima do goleiro. No susto, Dauda defendeu.

Portugal até conseguiu abrir o placar, ainda no primeiro tempo, mas, com um conjunto frágil, sofreu o empate na segunda etapa.

Depois do gol ganês, das arquibancadas, a impressão era que o desânimo havia abatido Cristiano Ronaldo. Nada de olhadinhas para o telão, reclamações com o juiz ou reação aos gritos de “viado” que vinham do público.

A história de Iniesta no Maracanã se repetia: no Mané, eu via um apático Cristiano Ronaldo em campo.

Até que aos 35 minutos, numa bobagem do goleiro de Gana, que espalmou a bola nos pés do camisa 7, o gol aconteceu. O primeiro dele nesta Copa. O da derradeira esperança de Portugal classificado para as oitavas – chegaram a acreditar alguns.

E era mesmo para acreditar, pois no ataque seguinte, aos 37, Ronaldo ficou cara a cara com Dauda. Chance que “número um do mundo” não costuma perder. Mas CR7 perdeu… Finalizou mal, e o arqueiro ganês impediu o 3 x 1.

Já eliminado, Portugal ainda teve outra chance clara aos 46 minutos. Mas, de novo, Cristiano Ronaldo não concluiu bem. Para piorar, incomodado com a marcação do zagueiro no lance, caiu na área e pediu pênalti, o que só fez aumentar o coro de “Ronaldo, viado”.

Saí do estádio muito mais satisfeito com o CR7 extracampo que vi – e não imaginava ver – do que com o melhor do mundo que imaginava reverenciar pelos feitos em campo.

Carinhoso e solícito com os garotinhos, apertou a mão e abraçou todos que em sua direção foram depois do hino.

Enfim, depois de hoje, só me resta torcer – torcer muito – para que o prognóstico se confirme e, nas quartas de final, a Argentina venha jogar no Mané Garrincha.

Será uma honra para este blogueiro – que dispensa alcunhas como “pé-frio” e “Mick Jagger do Cerrado” – completar a trinca com Messi.

One Response to “CR7, assim como Iniesta, não brilhou. E Messi?”

  1. Túlio disse:

    Tomara que você não seja mesmo o Mick Jagger da vez por que quero muito que a Argentina de Messi ganhe essa copa!

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