Assunto Neymar cansou. Próxima pauta: viaduto, política…?

Foto: Agência Gazeta Press

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O que muito se comenta no Brasil hoje: a saída de Neymar da Copa; o tratamento com analgésico que pode colocar Neymar em eventual final; a enfermeira insensível que filmou a dor de Neymar; a visita do filho de Neymar ao pai; a ida do “parça” Robinho à casa de Neymar; a operação de guerra montada para que Bruna Marquezine passasse a noite com Neymar; a presidente Dilma Rousseff fazendo “eh tóis” para Neymar.

Neymar, Neymar, Neymar…

Assuntos pouco (ou nada) abordados nesta terra brasilis: andamento das investigações sobre a queda do viaduto em Belo Horizonte; os vultosos R$ 800 milhões declarados que serão gastos por PT, PSDB, PSB e PSC na campanha presidencial; a letargia da Justiça, que permitiu a homologação de candidaturas, como a de José Roberto Arruda ao governo do DF; a morte de um dos maiores craques brasileiros da década de 1980, Assis.

Desola a alma ver que o país que chora a dor de Neymar não deu as mãos para exigir justiça por Hanna Cristina, motorista do ônibus esmagado por um viaduto de 2.500 toneladas.

Adorna a face da população com nariz de palhaço a revelação de que os quatro principais presidenciáveis torrarão R$ 800 milhões na campanha eleitoral – tudo para promover um discurso de mudança -, enquanto as campanhas celebram práticas antigas e perniciosas, como fechamento de coligações fisiológicas e doações indecorosas dos que no futuro cobrarão a fatura.

Causa náusea saber que a Justiça do DF, com uma liminar, amparou a candidatura de José Roberto Arruda a governador de Brasília. Arruda é aquele mesmo que jurou pelos filhos não ter mentido no caso do painel do Senado – e depois se provou que mentiu – e que pegou maços de dinheiro naquele que ficou famoso como “Mensalão do DEM”.

Fere de morte a memória do futebol não reverenciar Assis como Assis merece. A passagem do homem que conseguiu agigantar ainda mais o clássico que nasceu 40 minutos antes do nada era digna de maiores reverências e referências – mesmo com a concorrência da Copa. Preferiram direcionar os holofotes para a vista de Ganso a Neymar.

Tudo bem, o talento do camisa 10 da Seleção fascina e decide. É, portanto, sentida e lamentada a sua ausência nesta reta final da Copa. Mas, por favor, só não tentem transformar isso num armagedon.

Pois, convenhamos, fim do mundo mesmo é viaduto despencar sobre cidadãos, campanhas políticas custarem próximo de um bilhão de reais, político vagabundo buscar volta triunfal, gigantes do futebol como Assis não receberem justa honraria.

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