O dia em que Gomes correu para ser feliz para sempre

Foto: Justin Setterfield/Getty Images

Foto: Justin Setterfield/Getty Images

Não são poucas as histórias inusitadas de bastidores que embalam 2003, o ano do Cruzeiro. Teve de tudo na temporada da Tríplice Coroa, desde avião que transportava o elenco celeste sofrendo forte rajada de vento sobre as cataratas do Iguaçu até jogador que rejeitou proposta do mundo árabe por medo da guerra do Iraque.

É provável, porém, que nenhuma das histórias supere, em excentricidade, à do casamento do goleiro Gomes, há exatos 12 anos. A começar pelo fato de que a cerimônia aconteceu numa quinta-feira, dia incomum para esse tipo de celebração:

Decidimos a data do casamento assim que saiu a tabela do Brasileiro. A gente viu que fazer num final de semana seria complicado. Optamos então pelo dia 18 de setembro de 2003.

O que o goleiro e a noiva não contavam era que a data especial caísse exatamente na semana do decisivo Cruzeiro x Santos do segundo turno. Foi aí que as coisas se complicaram de vez para o casal:

Normalmente os treinadores marcam a concentração para um dia antes do jogo. Mas por causa da importância da partida, o Vanderlei resolveu concentrar com dois dias de antecedência. Ele conversou comigo, me pedindo que eu entendesse a situação e dizendo que me daria até meia-noite para voltar à Toca e iniciar a minha concentração.

Gomes afirma que compreendeu o lado do treinador, que não aliviou para o nubente nem no treino da tarde que antecedeu ao casório:

O treino terminou tarde, e eu ainda tive de ir ao centro de Belo Horizonte para me arrumar e depois voltar à Pampulha, porque o casamento foi em um sítio da região.

Toda correria do goleiro não adiantou muito. Quando chegou ao local, todos já o esperavam – inclusive a noiva. O atraso, porém, não provocou ansiedade na noiva nem nos convidados, só risos.

Foi engraçada a situação de chegar depois da minha esposa. Muita correria, acabou que atrasei meia hora.  

E se engana quem pensa que acabaram por aí as peculiaridades do casamento de Gomes. Depois de receber os cumprimentos e jantar, o goleiro abandonou a festa com os colegas de time Cris e Artur, deixando para trás esposa e convidados.

A festa continuou rolando, mas eu não pude permanecer. Fui para concentração, onde tive de dividir quarto com o Artur (risos).

O dia seguinte teve, além de muito trabalho, batismo dos companheiros, que passaram a chamá-lo de “Senhor Gomes”. Já o momento a sós com a esposa aconteceu somente no sábado, depois do histórico 3 a 0 sobre o Santos.

Àquela altura, já não era apenas um o motivo de comemoração, mas dois.

***

Quer conhecer mais sobre a Tríplice Coroa? Adquira 2003: o ano do Cruzeiro.

One Response to “O dia em que Gomes correu para ser feliz para sempre”

  1. Gleidson disse:

    Que doidera meu, preciso ler esse livro ^^

    Quem sabe daqui uns anos vc lance o livro “2017, o ano do mundial” !!! Em 2016, título da Copa e G4 e no ano seguinte o sonho maxímo do Cruzeiro, TRi-LA e Mundial …. ainda verei isso acontecer !!!

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