Cruzeiro 0 x 0 Grêmio – dez considerações

Foto: Rodrigo Clemente / EM D.A Press

Foto: Rodrigo Clemente / EM D.A Press

1 – No campo humanitário, filantrópico, o Cruzeiro tem vencido de goleada não é de hoje. Depois de passar o mês passado inteiro apoiando o “Setembro Dourado”, campanha de apoio às crianças com câncer, valorizou ontem os idosos. Vários deles entraram em campo com os jogadores em celebração ao Dia do Idoso. Um clube de história e espírito gigantes!

2 – Não parou por aí! Além de justa, bonita a homenagem do marketing do Cruzeiro ao goleiro Fábio, que – ainda bem! – renovou o contrato até 2018. Uma camisa gigante exaltava o melhor goleiro do Brasil. Em campo, embora pouco incomodado pelo Grêmio, Fábio retribuiu o gesto do clube com boa atuação. Salvou, espalmando para escanteio, a única jogada perigosa do tricolor gaúcho – um chute forte de Bobô.

3 – A atuação do Cruzeiro foi excelente, das melhores sob o comando de Mano Menezes. Faltou mesmo o gol para classificá-la como perfeita. O time teve fúria ofensiva, criando a todo instante jogadas perigosas. Esbarrou na trave, em Marcelo Grohe ou na má pontaria. Atrás, na defesa, fez um jogo perfeito, sem erros, completando assim três jogos sem levar gol.

4 – O trio de frente – Allano, Willian e Leandro Damião – funcionou bem, mas pecou na escolha das jogadas enquanto Damião esteve em campo. Como fazia tempo que o Cruzeiro não jogava com homem de referência, talvez isso explique o contrassenso da equipe de ter explorado mais as jogadas aéreas com a saída de Damião, em vez de aproveitá-la enquanto o atacante esteve em campo. Essa, porém, é a única crítica tática às jogadas ofensivas do time. Fora isso, tentou, martelou, buscou incessantemente o gol, que, por capricho, não saiu.

5 – Cabral fez outro jogo sóbrio, tranquilo, com muita movimentação, aparição para o jogo. Sem a bola, fez boa recomposição e marcação. Com bola, deu bons passes, quase sempre de primeira. O contrato do argentino só vai até o meio do ano que vem, mas já é bom o Cruzeiro cuidar da renovação, porque joga muito esse tal de Cabral.

6 – Fabiano, até pouco tempo terceiro lateral direito da equipe, fez outra boa partida. Pelos elogios de Mano Menezes na coletiva, é de se esperar que Mayke se torne a terceira opção do setor. Ceará, um dos líderes do time, é o número um. Fabiano, com o que vem apresentando desde o jogo contra a Chapecoense, com justiça, o número dois  na preferência de Mano. Quem diria, hein Mayke?

7 - Não era para ser… As bolas na trave de Leandro Damião e Willian não entraram por capricho. Foram bem executadas, tendo em vista que, na primeira, o atacante finalizou em dividida com o zagueiro. Ainda assim, levou a melhor e conseguiu acertar o travessão de Grohe. Já no caso de Willian, a cabeçada tinha um grau de dificuldade alto. A bola chegou baixa, razão pela qual o jogador teve de se atirar de “peixinho”. Além disso, a bola não veio exatamente na medida. Willian precisou se esticar todo para, de alguma forma, ainda que sem perícia, tocar nela. Conseguiu, mas só o suficiente para colocá-la no poste direito.

8 – Para comprovar como Mano Menezes mudou drasticamente o jeito de jogar do Cruzeiro, tornando-o mais competitivo e organizado, basta olhar o comportamento defensivo da equipe. É outro muito melhor, se comparado àquilo que o time apresentava na época de Luxemburgo. Não dá espaço de criação aos adversários, encurtando a marcação. Ontem, por exemplo, neutralizou quase todas as jogadas rápidas, de troca de passes, do Grêmio, que é o ponto forte do Tricolor. Enfim, dá para cravar: o Cruzeiro é forte defensivamente.

9 – Elogiar o comportamento da torcida cruzeirense já virou lugar-comum. Todo jogo, um show à parte. Apesar de todo apoio e cantoria, o ponto alto da atuação do torcedor foi após o apito final, quando aplaudiu a equipe, reconhecendo a boa atuação e a entrega dos jogadores em busca da vitória. Certamente 2015 se encerrará com a China Azul sendo o grande destaque celeste do ano.

10 – Enfim, comemoremos! A seis pontos da zona de rebaixamento, o Cruzeiro mostra que não haverá deus-nos-acuda no final do ano. Não só por causa da pontuação que o distancia do desespero, mas porque tem jogado bem, atuado de forma animadora e convincente.

3 Responses to “Cruzeiro 0 x 0 Grêmio – dez considerações”

  1. Gleidson disse:

    Anderson e leitores, boa tarde!

    Ontem ao final do jogo, tivemos pela 1ª vez em campo Marcus V., G, Xavier e Arrascaeta. Dos três qual vcs acham que renderam mais?
    Agora com Alisson lesionado e o Bigode suspenso, o Mano deve ir com Damião. Dados os desfalques, será q seria uma boa colocar pelo menos 2 dos 3 garotos? Marcus Vinicius parece ser mais participativo, coletivo para o time. O q acham?

    *Obs: Com o cartão o Willians está suspenso?

    • Anderson Olivieri disse:

      Gleidson, gostei da participação do Gabriel Xavier, que, dos três, foi o que mais tempo ficou em campo. Entrou bem a fim de jogo. Arrascaeta não chegou a ser uma decepção, mas, talvez por se esperar muito dele, ficou a impressão de que, mais uma vez, não rendeu o que pode. Eu particularmente perdi as esperanças de que, neste ano, Arrascaeta vá brilhar. Até acho que nos dará alegrias, mas não será em 2015. Já Marcus Vinícius, embora tenha ficado pouco tempo em campo, também mostrou vontade em campo, aparecendo para as jogadas, partindo para cima… Jogou pouco, mas não fracassou enquanto esteve em campo. Será, sim, boa opção do Mano para a saída de Willian. Abraços.

      • Gleidson disse:

        Sinceramente o Mano me surpreendeu ontem. Com a saída o Alissom e o veto do Willian para o prox. jogo, eles não vão poder reclamar de falta de oportunidades. Espero q o 3 agarrem as chances quando aparecerem e comam a bola.

        Meu “voto” seria para M. V. começar jogando … seria uma boa nesses 10 dias de folga, os caras fazerem um jogo treino, no CT mesmo, para não perder ritmo de jogo.

        Abrçs e obrigado por responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *