Alex10: “O livro é 100% sincero”

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Amanhã, Alex estreará num mundo que não lhe é totalmente estranho. Afinal, quem o acompanha de perto há algum tempo sabe que a literatura era um dos passatempos preferidos dele nas entediantes concentrações. A diferença agora é o protagonismo. Sai de cena o Alex leitor e admirador de bons livros, entra o Alex personagem, biografado.

Zeloso com a própria história, o ídolo cruzeirense confiou a Marcos Eduardo Neves – um dos melhores biógrafos da nova geração – o trabalho de colocar no papel aquilo que já virou notas musicais e, em breve, ganhará as telas de cinema.

Como já escrito aqui mesmo neste espaço, a sinergia perfeita, resultada da genialidade de Alex e da destreza de Marcos Eduardo para construir grandes narrativas, não poderia dar em outra senão em obra à altura de best-sellers do ramo, como os livros de Agassi, Garrincha e Casagrande.

Confiante também no sucesso de crítica do livro e sem esconder a ansiedade pelo lançamento de amanhã, Alex contou ao blog um pouco sobre a ideia e elaboração do livro. De quebra, ainda reafirmou seu carinho eterno por Vanderlei Luxemburgo, a quem o cruzeirense ultimamente não quer ver nem fantasiado de raposão.

Confira:

Amanhã você vai viver a inédita emoção de lançar um livro. E a expectativa é de um evento concorridíssimo. Está ansioso para essa estreia?
Finjo para mim mesmo que não sou ansioso, mas sou muito (risos). Espero que as pessoas gostem porque o livro é 100% sincero.

Como surgiu a ideia do livro? E a escolha do Marcos Eduardo Neves, como se deu?
Conversava muito com o Raul Oziek (fisiologista do Coritiba) e ele era muito amigo do Marcelo Almeida (ex-deputado federal e empresário). Ouvindo as histórias, o Marcelo me disse: “vou te dar a biografia de presente. As pessoas precisam conhecer sua história”. No início achei que era um papo meio furado. Até o dia que o Marcelo me pediu para escolher um escritor. Falei no Ruy Castro. Ele foi atrás e o Ruy disse que não fazia mais trabalhos assim e indicou o Marquinhos. Aí nos conhecemos e a empatia foi imediata porque, além de ele escrever muito bem, é apaixonado por futebol.

Alex já ganhou uma música de Fágner, lança agora a biografia da carreira e no ano que vem ganhará as telas do cinema. Como é, antes dos 40, ser culturalmente tríplice campeão, feito provavelmente inédito inclusive entre grandes nomes do futebol?
Sinceramente não me vejo com nível para ter tudo isso. Mas já que aconteceu, prefiro curtir o momento.

Você prezou por um livro que não fosse chapa-branca. Duas provas disso é a mea-culpa que você faz em algumas passagens e a liberdade que Marcos Eduardo Neves teve para ouvir personagens controversos da sua carreira, como Felipão e Marco Aurélio (técnico, ex-Cruzeiro). Por que essa preocupação?
Foi a primeira coisa que falei ao Marquinhos: entreviste as pessoas e esteja livre para colocar o que eles falarem, sem maquiagem. A passagem do Marco Aurélio é fortíssima.

Pode-se dizer que o livro é motivo de orgulho para muitos, mas de desapontamento para outros? Afinal nele várias pessoas que foram importantes na sua carreira são exaltadas e outras, em especial cartolas, são bastante criticadas… Não critico, apenas coloco a maneira como vejo. São fatos acontecidos e que não mudarão mais. Conto da maneira como passei por tudo.

A Daiane, sua esposa, participa do livro muitas vezes em tom até mais incisivo do que o seu, o que torna em alguns momentos da leitura a espera pela participação dela bastante aguardada. Partiu dela esse interesse em participar tanto do livro? 
Ela tentou participar o menos possível. Mas não tem como dissociar. Ela esteve presente em minha carreira praticamente toda.

O Marcos Eduardo Neves costuma dizer que a parte da Turquia mais parece uma história de ficção, mas o livro só será lançado lá no ano que vem. Já ficou sabendo de algum turco fanático que esteja vindo para os lançamentos no Brasil?  O lançamento lá será no ano que vem, mas. fatalmente virará fofoca na próxima semana, porque a imprensa turca adora criar caso. Traduzirão o livro à maneira deles. Mas isso não me preocupa. 

Amanhã o lançamento é em São Paulo. Dia 19, em BH. Em seguida, vai ser a vez de curitibanos e cariocas prestigiarem o livro. No ano que vem, será a vez dos turcos. Com estes, todos sabemos, é dificílimo concorrer,mas no Brasil, qual torcida você acha que comparecerá em maior número? 
Belíssima pergunta! Mas sem resposta. Não tenho ideia em quem tem mais interesse nisso. Mas existem passagens boas em todos os clubes.

O torcedor cruzeirense, que anda bravo da vida com Luxemburgo, vai conhecer no livro um treinador decisivo e fundamental para que você tivesse um 2003 tão mágico e genial. O que houve com esse Luxemburgo fora de série que parece existir apenas na história?
O Luxemburgo é um Deus pra mim e pra minha família. Sem ele minha carreira teria um rumo bem distinto. Talvez não estivesse aqui respondendo suas perguntas. Eu amo o Vanderlei. E nunca escondi isso de ninguém.

Para finalizar, um dos encantos de um livro, de uma biografia, é que o ser humano passa, mas o personagem e seus feitos mantêm-se eternizado. O que mais te orgulha no Alex que ficará para a história através deste registro?
O que mais me orgulha é que fui respeitado onde passei. Tive vitórias, derrotas, fiz amigos, desafetos, sorri muito, chorei… Mas o respeito ficou. Isso pra mim vale muito!
 

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