Cruzeiro 2 x 1 São Paulo – dez considerações

Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

1 – Xô, zica! Nada como uma atuação de gala, daquelas que orgulham até o torcedor mais exigente, para colocar fim ao jejum de 11 anos sem vencer o São Paulo no Mineirão.

2 – Blitz azul! Impressionante a primeira etapa do Cruzeiro. O time dominou o São Paulo de tal forma que não seria exagero se, na primeira meia hora do jogo, a Raposa tivesse marcado quatro gols. Aos 30 minutos, porém, num daqueles castigos cruéis do futebol, o Tricolor abriu o placar. Mas mal teve tempo de comemorar, porque, dois minutos depois, Willian fez um golaço e empatou. Em seguida, Arrascaeta quase virou. Dá para cravar que o volume de jogo deste Cruzeiro da era Mano guarda larga semelhança com o do time bicampeão em 2013/14.

3 – Maldade dos deuses da bola! Há dois pecados no jogo de ontem: a bola colocada de Willians, no ângulo, chutada de esquerda, de fora da área, não ter entrado na forquilha. E o voleio de Bruno Rodrigo, depois de domínio com ajeitada milimétrica para o malabarismo, não ter dormido na rede. Quando dois improváveis finalizadores fazem obras-primas como aquelas, o gol deveria ser prêmio certo.

4 – Deu liga! Gabriel Xavier se saiu muito bem. O baixinho, além de bom de bola, é invocado, parte para cima, penetra na área, se apresenta para o jogo. É óbvio que, com ele em campo no lugar de Allano ou Marcus Vinícius, o time perde velocidade, mas, por outro lado, inegavelmente fica mais requintado, elegante. Deu mostras não só de que tem condições de atuar ao lado de Arrascaeta como de que merece uma sequência no time titular nesta reta final.

5 – Monstro! Temos um ídolo, é hora de reconhecê-lo como tal. Henrique, fundamental nos títulos de 2013 e 2014, continua um guerreiro ilustre quando veste o manto celeste. Contra o São Paulo, na opinião do blogueiro, foi o melhor em campo. O que é muito, afinal Bruno Rodrigo, Ceará, Gabriel Xavier e Willian jogaram demais. Tratemos Henrique, pelo conjunto da obra, como merece: um ídolo celeste.

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6 – Justiça seja feita: Cabral, sempre tão elogiado neste espaço, não fazia uma partida primorosa até o passe para o gol de Leandro Damião. Com aquele lançamento perfeito, milimétrico, de manual, salvou a apresentação. O torcedor mais atento reparou que a excelência no passe de Cabral não está apenas na parábola que encobre o marcador do atacante, mas também na capacidade que o volante teve de lançar sem permitir que, no “pouso”, a bola ganhasse velocidade. A bola quica e morre praticamente no mesmo ponto. Coisa linda!

7 – Alô, diretoria! Outra vez, Ceará, o vovô do time, esbanjou saúde e técnica. Na defesa, parou Alexandre Pato; na frente, apoiou em dobradinha com Willians, sempre passando pelo corredor na direita como alternativa de passe. Dá gosto de ver Ceará atuando. E dá desespero saber que ainda não renovaram com o homem… Vamos lá, diretoria!

8 – Parabéns, comandante! Mano Menezes, eis o nome que arrumou a casa e resgatou o jeito, o estilo Cruzeiro de jogar. O time dos últimos jogos, graças ao treinador, tem a agradável magia de fazer o torcedor viver um déjà vu. Sem exagero, há momentos em que penso estar vivendo 2013 ou 2014, de tão implacável e destro que é o Cruzeiro de Mano.

9 – Procuro adjetivos novos para não ser repetitivo no elogio à torcida, mas não os tenho. Que torcida é essa???

10 – G4 é algo próximo do impossível. E alguém achava que era possível o Cruzeiro de 2015, depois de tantas apresentações melancólicas, jogar um futebol tão bonita ainda neste ano? Eu não achava… A chama da esperança segue acessa.

9 Responses to “Cruzeiro 2 x 1 São Paulo – dez considerações”

  1. Igor disse:

    Henrique é um pouco desvalorizado pela torcida. realmente é um ídolo do clube e merece ser tratado como tal. Completará 300 jogos em breve, monstro.

  2. João Henrique disse:

    Ótima análise, Anderson!

    Porem, eu faria um acréscimo: Arrascaeta jogou muito bem. No primeiro tempo deu um trabalho danado à defesa são paulina, deixando-os atordoados a todo momento.

    Como você disse, gostei muito da atuação do Gabriel Xavier, nessa reta final daria mais oportunidades a esse trio ofensivo. São os jogadores mais técnicos que o Cruzeiro possui: Willian, Arrascaeta e Gabriel Xavier.

    Pode dar liga, hein?!

  3. Élcio Tampieri disse:

    Com uns 3/4 grandes jogadores, teremos em 2016 um Cruzeiro vencedor!

  4. Gabriel disse:

    Me ajuda aí. Henrique foi um dos únicos a errar passes bolos ontem. Que eu me lembre roubou somente uma bola. Meio campo do São Paulo não existiu e não exigiu nada de nossos volantes. Bruno Rodrigo falhou no gol do São Paulo e em pelo menos outros dois lances. Fábio mais uma vez fez golpe de vista. No restante o time foi bem, com destaque para Ceará, Cabral e Arrascaeta.

    • Anderson Olivieri disse:

      Um dos únicos a errar passes? Você certamente não viu quantos Willians e Cabral erraram, senão não estaria falando isso. Mas para quem queria que o Fábio fizesse a presepada de pular numa bola que foi testada dentro da pequena área e com força que nem o The Flash interceptaria, compreensivas as críticas ao Henrique…

      • Gabriel disse:

        Respeito sua opinião, mas eu falei passes bobos. Os.outros erram tentando criar. Quanto ao Fábio, o goleiro do São Paulo só pegou aquela bola do Williams pq pulou nela. O Denise não pegou a bola do bigode, mas pelo menos tentou. Fábio só ficou olhando, igual fez contra o Santos na Vila, o JOINVILLE, o Avaí na ressacada, entre outros.

        • Lucas Loures Rodrigues disse:

          Concordo plenamente contigo, Gabriel. Henrique é só um jogador regular, assim como Fábio – além da apatia comum em ambos. Só que, infelizmente o Fábio, é supervalorizado. Henrique ganh Ganha 700k, ou algo próximo disso, para não ser responsável por nenhum gol que a equipe tome.
          Enquanto isso o Denis fez as “presepadas” que o Fábio diz não fazer (a não ser quando espalma pra escanteio bolas que iam pra fora ou davam pra encaixar) e evitou golaços que fãs do Fábio chamariam de chutes indefensáveis. Vamos lembrar que esse goleiro Denis ganha menos que Fábio, e menos que Rogério Ceni no SPFC e pega mais que ambos. Não teria sido a vez do Rafael? Agora só em 2019…

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