A história por trás da foto (6): Tinga em “A raça de Ismael”

Sexta postagem da série “A história por trás da foto”, este clique foi feito em 3 de maio de 2014, por Lucas Salomão, colega que também participou da realização do documentário "A raça de Ismael"

Sexta postagem da série “A história por trás da foto”, este clique foi feito em 3 de maio de 2014, por Lucas Salomão, colega que também participou da realização do documentário “A raça de Ismael”

Manhã de um sábado ensolarado, lá fui eu entrevistar aquele que, poucos dias antes, havia virado símbolo nacional da luta contra o racismo.

Não foi fácil conseguir o encontro. A agenda de Tinga estava movimentada, com entrevistas para as imprensas nacional e internacional, audiência com a presidente da República; solenidades de desagravo pela ofensa sofrida no Peru; lançamento do projeto “Chutando o preconceito”; sem falar, é claro, nos treinos regulares e diários pelo Cruzeiro.

Andava tão atarefado que, educadamente, declinou: “não tenho tido tempo para nada, Anderson… Lamento”. Como última cartada, expliquei com detalhes por que precisava ouvi-lo.

Eu estava às voltas com meu TCC em Jornalismo – um documentário que contava a história de um ex-garoto de rua, negro, que, adotado por uma senhora de classe média, tornou-se um servidor concursado da maior corte judiciária brasileira, o STF.

Este meu último trunfo – contar a história dramática e vencedora de Ismael – deu certo. Tinga aceitou participar do documentário. Combinamos então que eu viajaria até Belo Horizonte na outra semana para entrevistá-lo. A surpresa, porém, veio na notícia do dia seguinte: o Cruzeiro viria a Brasília com o time reserva (titulares estavam se preparando para o jogo contra o San Lorenzo, pela Libertadores), para enfrentar o Atlético-PR, dali 10 dias.

Com a minha vida facilitada, apenas aguardei a chegada do grande dia. Tinga me atendeu no hotel onde o Cruzeiro estava concentrado na manhã do dia do jogo.

Atencioso, contou dramas da infância, relatou episódios sofridos de racismo, explicou como venceu… tudo com a câmera ligada. Com a câmera desligada, pediu um exemplar do livro “20 jogos eternos do Cruzeiro” e, vejam só que honra para este blogueiro, cobrou que tirássemos uma foto. Ele queria tuitar o encontro!

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Uma inesquecível manhã de um memorável dia!

Afinal, poucas horas depois, ainda sapecamos, de virada, o legítimo Atlético.

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Outros posts da série:
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