Cruzeiro 3 x 0 Sport – dez considerações

Foto: Gladyston Rodrigues / EM / DA Press

Foto: Gladyston Rodrigues / EM / DA Press

1 - Libertadores é detalhe. Obviamente, a torcida é pela conquista de uma das vagas na Libertadores. E enquanto houver chances matemáticas haverá esperança. Mas a alegria do torcedor cruzeirense tem de estar não na possível, porém difícil, ida ao torneio continental, mas, sim, na reconstrução do time em prazo recorde. Mais uma vez, agora contra o Sport, a Raposa foi implacável e impecável. É incrível olhar para trás e lembrar que, há dois meses, o time era um amontoado pavoroso em campo e, hoje, já pode se gabar de ser a segunda ou terceira força do campeonato.

2 – O Mano é o cara! Na coletiva, o técnico do Cruzeiro atribuiu a reação espetacular no campeonato aos jogadores. Fez por dever de modéstia, afinal não ficaria nada bem ele se auto-elogiar. Mas justiça seja feita: o responsável maior por este momento estupendo do Cruzeiro é ele – Mano Menezes!

3 – Leão e gatinho. No primeiro tempo, o jogo foi igual. O Sport que se apresentou nem parecia aquele que tem a quarta pior campanha como visitante. Com boa troca de passes e infiltrações rápidas, lembrava o temido Leão que costuma rugir na Ilha. Na etapa final, porém, tudo voltou ao normal. O Cruzeiro foi implacável, como de costume quando joga no Mineirão, e o Sport, espectador manso do show cruzeirense.

4 – Estraçalhou! Bruno Rodrigo foi o xerife da defesa. Desarmou por baixo, venceu as disputas em mano a mano, ganhou todas as bolas aéreas, o que só prova que, em forma, é o melhor zagueiro do elenco cruzeirense. E olha que não estou me esquecendo de Dedé…

5 – Foi ou não foi? A polêmica do pênalti rendeu. Na saída do campo, Diego Souza desabafou num tom que provavelmente lhe renderá punição. De fato, a meu ver, lances como aquele não deveriam ser pênalti. Nem, muito menos, a mão de Manoel no primeiro tempo, quando o adversário praticamente mira o braço do jogador e chuta contra ele. Dito isso, um recado a Diego Souza e a todos que choram a marcação do lance: 3 a 0 foi pouco! O Sport deveria ter saído do Mineirão com pelo menos cinco gols na sacola. Pelo menos.

6 - Willians? Como assim? Não houve quem não se assustasse com Willians posicionado para a cobrança do pênalti. Até Diego Souza se espantou, tanto que falou para o goleiro dele que o volante não era cobrador. O torcedor sensato, por mais que tenha se assustado, tranqüilizou-se ao raciocinar que, se ele estava ali, é porque, nos treinos, sobrou. O insensato, certamente, só esperou eventual erro para soltar o impiedoso “isso que dá colocar quem não treina e nunca bateu”. Mas sem dar chance para os os insensatos, Willians colocou bola de um lado e goleiro do outro.

7 – Que pintura! Marcos Vinícius, com uma saúde de dar inveja, arrancou do círculo central defensivo, superou o marcador e finalizou do jeito que Mano Menezes gosta. O garoto asmático que chegou à Toca da Raposa parece ter se transformado num fundista. E o outrora displicente finalizador, desta vez, esbanjou categoria no arremate. Por ter ido bem durante a partida e principalmente pelo gol, Marcos Vinícius foi o MVP da partida, na opinião do blogueiro.

8 – Que mico! Leandro Damião, com jeito e futebol de peladeiro, protagonizou uma bizarrice daquelas. Frente a frente com o goleiro do Sport, deu um “tapa” para a direita e, na hora de finalizar, chutou  um chute medonho, que acabou se transformando numa assistência para Marquinhos. O camisa nove ainda teve a cara de pau de agitar os braços para o companheiro, que, acertadamente, tentou o gol em vez de cruzar para o atacante. Um feliz Natal e um 2016 bem longe do Cruzeiro são os votos do Blog para Damião.

9 – Na galera! Marcelo Moreno repetiu o gesto do Sorín, foi para a arquibancada e subiu no caixote para comandar o coro da torcida celeste. É sempre empolgante e emocionante ver jogadores identificados com o Cruzeiro em sintonia com a torcida. Mas, por mim, Marcelo Moreno seguirá sendo “apenas” um ídolo do passado. O lugar dele é o panteão, não mais o campo com a camisa celeste.

10 – Proeza. O G4 – ou mesmo o G5 – continua muito, muito improvável. Mas nunca é demais lembrar que escrever páginas heroicas imortais é a especialidade do Cruzeiro. O sonho segue vivo.

3 Responses to “Cruzeiro 3 x 0 Sport – dez considerações”

  1. lindas considerações, como sempre.
    abs

  2. Gleidson disse:

    Bom Dia,

    Quanto custará o livro do Alex?

    Valeuuuus!!!!

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