Com Lucas Lima teria sido como foi com Palhinha

Foto: arquivo Estado de Minas

Foto: arquivo Estado de Minas

A caça implacável a um meia que substituísse Everton Ribeiro será uma das lembranças que 2015 deixará. A diretoria tentou “n” nomes, mas não teve sucesso com nenhum. O jeito foi contratar Cabral e anunciá-lo como a resposta aos protestos da torcida por um camisa 10.

Não houve letargia por parte da diretoria. Até Lucas Lima, o melhor meia do futebol brasileiro, superior inclusive aos ótimos Jadson e Renato Augusto, foi tentado. E, acredite quem quiser, a joia santista esteve muito perto da Toca. Por um caminhão de dinheiro, desembarcaria aqui não fosse o surto de última hora do presidente do Santos mudando de ideia e dizendo que não o venderia mais.

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Um fato lamentável não só pelo azar de não podermos contemplá-lo com a camisa celeste, mas também pela histórica recepção que poderia ter acontecido. É certo: caso Lucas Lima tivesse vindo mesmo, a solenidade de apresentação deveria ter sido de gala, como no passado com uma estrela que parecia decadente. Mas que na verdade ainda tinha muito a brilhar.

Para quem não se lembra, em janeiro de 1996, o Cruzeiro contratou do São Paulo um mineiro que, embora ídolo no Morumbi, vivia tempos de desgaste no clube. Palhinha era o nome certo para aquilo que o Maior de Minas buscava: um maestro que conduzisse a equipe na temporada.

Inicialmente a vinda se deu por empréstimo. Mas em março, como Cruzeiro e São Paulo realizaram uma negociação de trocas – em que Serginho e Belletti foram para o Tricolor e Vítor, Ronaldo Luís, Gilmar, Donizete e Aílton vieram para a Raposa -, o temporário virou definitivo. O passe do camisa 10 também entrou no pacotão.

E se lá nas bandas do Morumbi já não lhe davam o devido valor, por aqui aconteceu diferente. Prova disso foi a recepção pomposa que Palhinha teve. Ninguém menos que Dirceu Lopes foi convidado para passar às mãos do novo dono da 10 o manto cruzeirense.

Foi em 8 de fevereiro, na estreia de Palhinha pelo Cruzeiro, contra o Mamoré, no Independência, em partida que também registrou o primeiro gol dele pelo clube celeste, que isso aconteceu.

Mas bem que poderia ter acontecido com Lucas Lima também.

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