Cruzeiro 1 x 1 Criciúma – dez considerações

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Foto: Mauricio Vieira/Light Press/Cruzeiro

1 – O Cruzeiro esteve longe de ser encantador, o que nem o Cruzeiro de 2003 foi em seu segundo jogo na temporada, e muito menos de ser um desastre, como alguns têm sustentado pelas redes sociais. O time oscilou no jogo, tendo momentos em que foi superior e outros em que sofreu pressão do adversário. Tudo dentro do script normal de início de temporada.

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2 – Fábio falhou no gol do Criciúma, o que foi suficiente para soar a corneta daqueles que não se conformam com o fato de o Cruzeiro ter sido bicampeão brasileiro, eliminando assim o único argumento razoável que tinham para pegar no pé do goleiro – – o de que ele não conquista grandes títulos. Redimiu-se com três grandes defesas, uma delas um milagre em cabeçada à queima-roupa.

3 – A zaga ainda precisa evoluir bastante para passar segurança ao torcedor. No jogo aéreo, foi um deus-nos-acuda. Por baixo, Bruno Rodrigo até se saiu bem nos duelos mano a mano, mas Manoel, por sua vez, se enrolou em dois lances. O problema da falta de proteção na frente da zaga, obviamente, expõe ainda mais o setor a situações de risco, o que demonstra como é urgente que se melhore o sistema defensivo de modo geral.

4 – De animador, o Cruzeiro mostrou bom controle da posse de bola, com excelente troca de passes e muita movimentação, principalmente no primeiro tempo. O lance do gol de Alisson mostra isso.

5 – Mayke entrou 2016 com o mesmo desempenho de 2015. Preguiçoso, sem ímpeto para avançar, exagerando nos passes para trás… Onde foi parar o Mayke de 2013 e 2014, pelo amor de Deus?

6 – Da direita para a esquerda. Fabrício se saiu muito bem, talvez o melhor em campo. Participativo, fechou bem a defesa pelo lado esquerdo e, com a bola, chegou várias vezes à linha de fundo, resultando, uma delas, no gol cruzeirense.

7 – Nos lances de ataque do Criciúma, percebia-se os enormes buracos na meia-cancha cruzeirense. Com Henrique e Cabral, dois volantes “não-brucutus”, é necessário muito treinamento para que a sintonia seja perfeita e os espaços inexistam. Paciência será a palavra de ordem ao torcedor nesse quesito.

8 – Gabriel Xavier entrou muito bem, acabando com o marasmo que sobreveio ao Cruzeiro na metade do segundo tempo. Teve uma chance boa de marcar, mas dominou a bola adiantando-a um pouco além da conta. Em 20 minutos em campo, fez mais do que Arrascaeta em 70. O uruguaio que abra o olho.

9 – Agora com a camisa 9, pode ser que Willian Bigode tenha dificuldades em conviver com a obrigação de ser o centroavante, o marcador de gols. O jogo de ontem deixou essa impressão. Nunca, na carreira, teve essa responsabilidade nas costas. A conferir.

10 – A camisa do Cruzeiro, em sua parte nobre, ficou mais bonita com a logo da Caixa do que era com a do Supermercados BH. Mas no todo, a camisa é poluída, cheia de informação, com um patch que só serve para encher ainda mais uma frente que ainda conta com a marca do fornecedor de material esportivo e, nos ombros, com a logo da Cemil. Uma pena que, nos dias atuais, a necessidade de levantar grana seja mais importante do que a preservação daquilo que é belo pela própria natureza, como a camisa do Cruzeiro.

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12 Responses to “Cruzeiro 1 x 1 Criciúma – dez considerações”

  1. Aislan disse:

    Acho que o principal problema da defesa foi os volantes mesmo. O Cabral está mais pra meia que pra volante. Acho que ou o Deivid escala mais um volante, voltando pro 4-3-3 ou saca o Cabral. Do jeito que tá, a defesa fica muito exposta e nem se colocar Djian e Gottardo na zaga, resolverá.

    • Anderson Olivieri disse:

      De acordo. Gostei da menção ao Djian e Gottardo. Essa dupla jogava muito! rs

      • Marcelo Frade disse:

        Acho que os volantes e os zagueiros são os mais sacrificados com este esquema. A entrada do Sanchez Mino no lugar de um dos quatro do meio/ataque favorecerá a recomposição.
        Gostei do Alisson. Achei o Arrascaeta e o MV sumidos e o William perdido no meio dos zagueiros. Melhorou somente quando recuou um pouco.
        Acho que teremos problemas na lateral direita.
        Com alguém que faça a função que o Williams fazia ano passado, o time ficará mais equilibrado, até com os laterais podendo subir mais.

  2. José Fernando disse:

    A meu ver faltou foi o 10 criativo para romper a defesa adversária. Creio que Arrascaeta ainda está longe do nosso ideal e que Gabriel Xavier ou Sanches Migno podem se transformar nesse jogador tão necessário. Tocamos muito a bola e pouco chegamos à meta adversária, invariavelmente tomando contra ataques, pela ausência do cabeça pensante e a necessidade em ter mais gente para tocar a bola na frente. O resultado não foi desastroso, mas temos como melhorar. Abraço fraterno.

  3. Gabriel disse:

    Concordo que o Cabral seja mais armador, mas se tiver que sair um volante, que seja a lesma do Henrique. Quanto ao Fábio, ele tem o maior salário de goleiro no Brasil é pra pegar todas, e não apenas algumas.

  4. Fernando disse:

    Achei exagerado o comentário sobre o Mayke… Ele não matou a pau, mas apresentou-se para o jogo e deve ter sequência para evoluir. Talvez com o Deivid percebendo que, pelo nível superior dos zagueiros em comparação aos volantes e meias, esse elenco tenha vocação para jogar com três zagueiros, o Mayke possa melhorar muito. Não vejo a possibilidade de esse time de ontem jogar como o Deivid diz que quer, com posse de bola. A meninada é rápida, com físico fraco e prende muito a bola. Ou recua a segunda linha para explorar o contragolpe, ou adianta a zaga para tomar essa bola na frente, alternando em períodos do jogo. Mas não vejo a possibilidade de esse time, com essas peças ter posse de bola dominante.
    Para equilibrar esse time, ou Henrique ou Cabral poderiam sair para a entrada do Dedé, e o Wilian ou Arrascaeta para a entrada de mais um meia, pode ser um gringo ou o próprio Cabral mais adiantado. Para dar cadência no meiocampo.

    Abraço, acompanharemos.

  5. MAURÍLIO MARCOS DA CONCEÇÃO disse:

    Ser torcedor do Cruzeiro é uma responsabilidade enorme devido o tamanho, importância e glorias desse time. E enquanto torcedores responsáveis devemos criticar com o intuito de sempre melhorar e alçar voos cada vez mais altos. E portanto não concordo com fanatismo e/ou masoquismo tipo esses nossos adversários. Devemos enfrentar erros não só do time, como do técnico e principalmente da diretoria.
    Falando do nosso primeiro teste oficial, deu para se notar logo de cara que este esquema do Deivid deve e tem que ser muito e muito bem treinado, ou este buraco no meio de campo tornará a defesa vulnerável, principalmente em contra ataques adversários. Quanto a falha do Fábio, considero imperdoável para um goleiro com sua experiência e fama. É sabido que a maior dificuldade de Fábio, e creio ser uns dos motivos da sua não convocação para a seleção, e não saber sair do gol em bolas aéreas ( sem dizer que também não consegue sair jogando com os pés). Se tem esta falha, por que cargas d’água ele tentou interceptar uma bola daquelas? Não podemos deixar de dividir a culpa também com a zaga.
    Outro problema que se mostrou com esse esquema é que, pelo menos por enquanto, atrapalhou o futebol do bigode, ele ficou meio que perdido. Gostaria de ver o Cabral mais à frente usando sua técnica mai próximo a área. Arrascaeta e Alano, pelo amor de Deus,quando irão jogar bola? O Xavier é sempre uma esperança, porém quando entra mostra técnica, mas depois de 10, 15 minutos some em campo como se tivesse 35 anos nas costas.
    E por fim, pois já estou me alongando “nossos” dirigentes tem que parar de visar somente ganhar dinheiro com contratações de jogadores jovens, visando possíveis vendas futuras e lembrar que um time para ser campeão e ai sim ganhar dinheiro tem que mesclar a juventude com a experiência. Contratar por contratar não vai levar este nosso glorioso onde ele merece, ou seja ao topo.

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