As cornetas soaram com força e sem razão.

 

Foto: Washington Alves/Light Press

Foto: Washington Alves/Light Press

Foi uma novela de oito cansativos capítulos. Começou em 26 de janeiro, quando informaram no Superesportes que uma rádio argentina divulgara o interesse do Cruzeiro em Romero, e terminou ontem, com o anúncio oficial.

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Nesse meio tempo, a cada novidade, a cada boletim emitido por jornalistas que apuravam a negociação com fontes argentinas sobre em que pé andavam as tratativas por Romero, pelas redes sociais soavam retumbantes cornetas. Todas apontadas para a diretoria – acusada, entre outras coisas, de incompetência, lentidão, amadorismo, pilantragem, fanfarronice gerencial, falastronismo e outros impronunciáveis defeitos.

Os decibéis da cornetagem aumentaram assim que noticiada a suposta entrada do rival no páreo pelo jogador. Teve até quem propusesse, no Twitter, o assassinato do presidente do Cruzeiro, caso o “chapéu” se confirmasse (sim, deve ter sido força de expressão do sem-noção, mas a literalidade da proposta dele é estarrecedora assim).

Pelo grupos de Whatsapp da vida, via-se de tudo também. De torcedor computando quantos pontos o Cruzeiro já havia perdido no campeonato de contratações (uma coisa maluca e inexplicável criada por uma espécie indecifrável de torcedor) até impropérios, neste caso, injustos e descabidos à diretoria.

Injustos e descabidos porque, em momento algum, nesta negociação de Romero, o Cruzeiro se pronunciou. Tratou tudo como exigiram os irritadinhos que esbravejaram a perda de Cuellar para o Flamengo: em absoluto silêncio.

Ou seja, espinafravam a diretoria sem a existência de ao menos um pronunciamento oficial no caso Romero que pudesse ser submetido a análises críticas.

Cornetavam por cornetar. Cornetavam porque, segundo alguns, o histórico da diretoria em contratações é uma merda, então é descendo a burduna que ela aprende; cornetavam radicalmente porque ser valentão dos teclados está na moda… E por aí vão as modalidades e razões de tantos fóóóns.

O final feliz da negociação, com êxito absoluto da diretoria, deveria provocar reflexões sobre os exageros de algumas críticas e os abusos até criminosos de outras.

Mas isto, sei bem, é pedir demais. O melhor mesmo é desencanar das cornetagens sofridas pela diretoria no caso Romero e focar em outra.

As que este texto receberá.

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3 Responses to “As cornetas soaram com força e sem razão.”

  1. Ivenaldo disse:

    Não é pedir demais que os cornetas façam essas ameaças, isso é tipico de gente covarde que incita violencia gratuita e não sabe ter pacência pra colher resultados maiores pra nosso Cruzeirão sem contar a falta de reconhecimento pelas recentes conquistas do Maior de Minas.

  2. Gabriel disse:

    Será que agora o Lesmenrique perde a posição?

  3. Alberino Venceslau Ribeiro disse:

    Sou torcedor do Cruzeiro desde 1952, conheço portanto bem sobre nosso amado cruzeiro, o que estamos vendo de críticas à nossa diretoria é no meu modo de enxergar as coisas, são totalmente sem fundamento, são maus cruzeirenses ou atleticanos infiltrados. Parabéns a todos da diretoria cruzeirense, continue o trabalho de vocês, porque vcs são competentes e honestos,bola pra frente.

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