Cruzeiro 1 x 0 Tupi – dez considerações

Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro / Divulgação

Foto: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro / Divulgação

1 – Outra apresentação pouco convincente, para não dizer preocupante. O time ainda aparenta não ter assimilado a filosofia de Deivid, que já não é mais a mesma da pré-temporada, e sim a de Mano Menezes. Fica a dúvida: é questão de tempo ou o novo treinador não tem conseguido ser didático como se espera? Só o tempo, que tem como prazo de validade o campeonato mineiro, dirá.

BLOG DO OLIVIERI NO FACEBOOK

2 – A cada partida ruim, cresce o movimento contra o técnico Deivid. Ainda insisto na convicção de que é necessário dar tempo mínimo ao treinador, para que possa ter um trabalho corretamente julgado e analisado. Quatro jogos oficiais não é tempo razoável e justo para esse tipo de análise, por mais que as apresentações, inclusive a de ontem, estejam longe do ideal que o torcedor sonha para este time.

3 – Cabral e Henrique não têm rendido como no final do ano passado, quando editaram, com Willians aberto pela direita, um trio de volantes consistente na marcação e participativo no ataque. Cabral está ainda mais lento do que comumente é, explorando pouco uma das virtudes que tem, qual seja, o passe em profundidade. Deixou isso de lado para ficar no burocrático e constante toque para o lado. Henrique, por sua vez, tem errado passes e botes que não costumava errar.

4 – Mayke até não vinha fazendo uma partida medonha, como praxe há mais de um ano. Mas, com a lesão sentida ainda na primeira etapa, teve de dar lugar a Fabiano, que mostrou por que, tática e tecnicamente, está à frente do garoto outrora tido como futuro titular da seleção. Fabiano cumpriu a risca o que se espera de um lateral: apoiou sempre que o time detinha a bola e recompôs bem quando exigido defensivamente.

5 – Depois da furada homérica numa conclusão na primeira etapa, já dá para concluir: Rafael Silva não é atacante para um time do tamanho do Cruzeiro! Ele emparelha, tecnicamente, com jogadores de lembrança amarga na história, como Ferreira, André Dias, Weldon, Fábio Pinto e Zé Carlos.

6 – Arrascaeta foi o melhor em campo. Fez o que se espera de jogadores habilidosos quando a defesa adversária passa o ferrolho, como fez a do Tupi ontem: partiu para cima e tentou, na base do drible, desmontar a retranca. Conseguiu assim construir a jogada do gol.

7 – A boa entrada de Arrascaeta escancarou uma incômoda verdade: o Cruzeiro está cheio de jogadores de segundo tempo, capazes de incendiar a partida quando colocados em campo para jogar 20 ou 30 minutos. Se são postos de início, como titulares, viram verdadeiros fogos de palha. Estão nesse rol: Arrascaeta, Marcos Vinícius, Élber e Gabriel Xavier.

8 – Fábio não foi incomodado uma vez sequer na partida. O uniforme dele nem precisa ir para a lavanderia. O que mostra quão ruim é o time do Tupi, lanterna com louvor do campeonato. E pensar que, mais uma vez, mesmo com um adversário fraco, o Cruzeiro pouco rendeu…

9 – O público presente ao Mineirão foi pequeno, talvez fruto da pouca esperança que o time tem dado ao torcedor. Ainda assim, fez barulho, apoiou, jogou junto. No fim da primeira etapa, vaiou, com razão, a apatia e parco futebol da equipe.

10 – Um empate horrível contra o URT, na estreia, uma vitória suada, no último minuto, contra a Tombense, em outra apresentação muito ruim e, finalmente, uma vitória nada empolgante, ontem, contra o Tupi. A campanha, em pontos ganhos, até tem valor, mas é sofrível do ponto de vista do que tem sido apresentado em campo.

image

6 Responses to “Cruzeiro 1 x 0 Tupi – dez considerações”

  1. Gabriel disse:

    Boa tarde. Meu caro, o que você viu no Henrique ontem eu enxergo desde a primeira passagem dele pelo Cruzeiro. Time continua com os mesmos problemas: sem laterais, buraco na marcação do meio, sem criação e sem um grande atacante de referência.

  2. Sandra disse:

    É impressionante como vcs, blogueiros, se uniram na tentativa de convencer a torcida a apoiar um estagiário de técnico que jamais deveria ter sido colocado no cargo. Foram convencidos pela galopress? O cara NUNCA treinou nada, nem time de futebol de botão, e quer assumir um gigante como o Cruzeiro??? Uma coisa é apoiar o time incondicionalmente para evitar a queda. Mas eu ainda sou Cruzeirense. O futebol que eu amo no meu time ainda é o BOM. Não sou passional como uma franga para achar que tudo tá lindo o tempo todo.

  3. Sandra disse:

    O que aconteceu com vcs, blogueiros, que se uniram na tentativa de convencer a torcida de que precisa de mais tempo para cobrar de um estagiário de técnico, que nunca treinou time nem de futebol de botão e jamais deveria ter sido colocado no cargo que mostre resultados? Vcs estão hipnotizados pela galopress? Eu fui muito contra a efetivação dele e da sua comissão. Ninguém tem experiência nem em time pequeno. Aqui é Cruzeiro!! Queremos um futebol CONVINCENTE!! Não confundam apoio para não cair com apoio incondicional. Para piorar, um time só de criança, todos os contratados na faixa de 20 anos e vai subindo jogador da base! Quando menos se espera, vem mais um. Temos bons jogadores, precisam amadurecer, crescer, evoluir. Mas não dá para evoluir um time inteiro de uma vez só! Vitórias não podem mascarar péssimos trabalhos. 10 dias de treino para vermos uma bagunça em campo? Não tenho nada contra a pessoa do Deivid. Ele poderia ficar como auxiliar fixo, aprender mais e até assumir o time qdo tiver mais experiência, não agora. Já não basta o que passamos em 2015? Até qdo teremos que aguentar isso? Para quê análise de desempenho se a mesma não analisa o estagiário de técnico? Não sou pautada por resultados. Em 14 perdemos para as frangas no 2×3 jogando muito melhor que elas, que vieram fechadas no contra ataque. Mas eu vi FUTEBOL naquele jogo! Outro ponto: Rafael Silva e Douglas Coutinho. Um foi artilheiro do lanterna do campeonato e o outro fez 2 ou 3 gols no Paranaense e é isso que trazem para nós? Aí vem a maioria e, em vez de criticar as “crianças”, criticam os mais velhos que estão tentando segurar as pontas da incompetência alheia. Eles não são perfeitos e erram. Mas é impressionante como só leio críticas a Mayke e Henrique. Mayke NUNCA ajudou na marcação. Não era criticado antes pq o time fazia gols e Henrique não tem a paciência que cobram que tenhamos com o estagiário. Eu não queria a efetivação do Deivid, já tive jogos para ver o trabalho dele, não vi NENHUMA evolução em campo e não vou apoiar a continuidade. Quero um técnico de verdade, ainda no rural, para chegarmos bem no BR16. Mas essa diretoria nos fará esperar. Vão esperar até estamos no Z4 do BR16 para entender que, com ele não dá. Mas ler isso dos blogueiros tá doendo. E finalizando: ano passado, o Santos tentou colocar um auxiliar técnico, amado e apoiado pelos jogadores, para comandar o time. E não saíram do Z4 enquanto não trouxeram o Dorival Jr. Pelo jeito, a cegueira da diretoria, e de muitos outros, nos farão ir pelo mesmo caminho. Saudações celestes

  4. maria josé felipe disse:

    Sandra, seu comentário foi duro e extremamente realista. Sou cruzeirense há 50 anos e concordo com vc. Vejo a pré-temporada perdida e o resto do ano comprometido.
    abs

    • Sandra disse:

      Basta comparar técnicos Maria José. Depois do desmanche, no início do ano passado, MO conseguiu chegar em 2º lugar nas semis do rural. E com um péssimo time. Mano chegou e saímos do Z4. Tite sofreu desmanche esse ano, ganhou TODAS as partidas que fez esse ano. Eles são TÉCNICOS, não estagiários. Eles tem EXPERIÊNCIA!! Mas tenho ficado revoltada com os defensores da experiência de laboratório que finge comandar nosso time. Cruzeiro é grande demais para fazer testes. E eu não vou compactuar com isso. Não são resultados que me pautam mas sim o que vejo em campo!

  5. Gabriel disse:

    Não dá pra cobrar muito de quem tem 3, 4 jogos pelo Cruzeiro. Tem que cobrar sim daqueles que tem 50, 100, 300 jogos e continuam sem jogar nada.

Deixe uma resposta para Gabriel Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *